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| Alexandro Sampaio de Almeida (Alê) |
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| Nasci na cidade de Santo André (SP), mas sempre morei em São Caetano do Sul, outra cidade do ABC Paulista. Tive uma infância maravilhosa. Foi uma época na qual ainda brincávamos de bolinha de gude, rodar pião, soltar pipa e balão e muitas outras brincadeiras. Meus amigos de infância me apelidaram de "chips" (batata chips) porque eu era pequeno e gordinho. Como no Brasil ninguém escapa dos apelidos, agora me chamam de Alê. |
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| A música despertou em mim quando eu tinha uns 10 anos, mais ou menos. Meu irmão, o Te, era apaixonado pela MPB e fazia coleção de discos de cantores como Beto Guedes, Lô Borges, Flavio Venturini, etc. Eu também passei a gostar da música popular. Naquele tempo era difícil, pois a música americana dominava. Eram poucos os amigos que curtiam essa onda. |
| Com 12 anos fui na festa de um amigo, isso eu lembro até hoje, e quando cheguei lá estava tendo um pagode de mesa. Fiquei alucinado com o som daqueles instrumentos. Dali para frente o samba entrou no meu coração e eu passei a freqüentar todos os pagodes da nossa região. Depois de pouco tempo já estava tocando. Tocávamos todos os fins de semana em um barzinho perto de casa. |
| Com 17 anos recebi o convite do meu irmão para vir à Suíça. Foi difícil deixar nossa terrinha, mas a música não parou. Também aqui na Suíça conheci muitos músicos que me ajudaram no começo. Alguns exemplos foram, em primeiro lugar, meu irmão Bisqua, Ramar Américo, Antônio da Silva, meu professor de cavaco, e depois vários outros. |
| Toquei com muitos grupos aqui na Suíça. Grupos de Bossa Nova, Funk, Samba Reggea e também Samba e Pagode. Mas nunca foi do jeito que era no Brasil, até que resolvi montar um grupo com meus irmãos, o Nova Era. Aprendi muito com o grupo. Tocando numa festa conheci o Fofão do Cavaco, que também se interessou por nosso trabalho. |
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| Depois de muito bate-papo, muitos concertos juntos, resolvemos criar o "Sindicato do Samba", que me fez lembrar dos velhos tempos tocando no Brasil. |
| Estamos trabalhando para que a Família Sindicato possa alegrar muita gente por aí afora. |
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